O Morro dos Ventos Uivantes

Esta é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e geniosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de “Amor e ódio”, paixão e também perversidade, criando assim um laço de relacionamento muito forte, o que não se sabe é se é o Amor ou o ódio que os mantém unidos. Nada destruirá a essência desse laço – porém quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

Nota da Blogueira: Meu amigo leitor, devo lhe informar que você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: esta viagem valerá cada segundo do seu tempo.

 “E o que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão, pois seus traços estão impressos nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore…enchendo o ar à noite, e vislumbrada em cada objeto de dia…estou cercado pela sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, meus próprios traços, debocham de mim com alguma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de recordações de que ela existiu, e de que eu a perdi! ” – (Heathcliff sobre Catharine)

Visão da Blogueira: Com um olhar sensível e agudo, Emily Brontë fez de “O morro dos ventos uivantes” além de um clássico da literatura estrangeira, um retrato comovente e um estudo da degradação humana provocada pelas armadilhas do destino em consequência de um grande amor.

Mas não se engane, apesar de essa história se tratar de um amor, que chega a ser mais forte que a separação da morte, em “O Morro dos Ventos Uivantes” é voltado principalmente para vinganças e rancores. Realmente uma história mórbida, mas Emily Bronte conseguiu trabalhar a narrativa de forma a nos prender do começo ao fim, e ainda, a nos fazer torcer por esse amor que, de certa forma, não deveria de forma nenhuma acontecer.

Continue lendo

O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bronte)

Meus maiores sofrimentos neste mundo tem sido os sofrimentos de Heathcliff. Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria existindo. Se tudo ficasse e ele fosse aniquilado, eu ficaria sozinha em um mundo estranho, incapaz de ter parte nele. Meu amor por Linton é como a folhagem da relva; o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores.

“Meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam no chão. “

Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim mesma – mas como meu próprio ser.

 

Catherine Earnshaw sobre Heathcliff

 

JoiceAssinatura

 

Cora Coralina

Olá meus amores e minhas amoras!!! Tudo bem com vocês???

Ontem, dia 20 de agosto, foi comemorado o 128º aniversário de Cora Coralina e por isso resolvemos falar um porquinho dessa escritora brasileira tão importante para nós.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina, foi uma poetisa e contista brasileira contemporânea. Escritora das coisas simples, ela foi e é considerada uma das mais importantes do país.
Nasceu em 20 de agosto de 1889 em Goiás, Goiânia. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Com apenas um mês de vida seu pai veio a falecer. Cursou apenas até a terceira série do primário na Escola da Mestre Silvina e em 1900, mudou-se com sua família para a cidade de Mossâmedes.

Foi na adolescência que Ana começou a escrever e a participar de ciclos literários. Com dezenove anos, criou o jornal de poemas femininos “A Rosa”, ao lado de suas amigas: Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana.  Em 1910, foi publicado o seu conto “Tragédia na Roça” no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, usando o pseudônimo de Cora Coralina.

Em 1911, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas e passaram a viver no estado de São Paulo, casaram-se em 1925 e tiveram seis filhos, sendo que dois deles morreram. Viveram em várias cidades do interior paulista até 1934, quando Cantídio faleceu. Após isso, Cora Coralina e seus filhos mudaram-se para São Paulo. Ela colaborou no Jornal O Estado de São Paulo e trabalhou como vendedora na Livraria José Olympio. Em 1938 voltou para o estado de Goiás, em Penápolis, e abriu uma Casa de Retalhos.

Lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado o livro “Meu Livro de Cordel” pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980. O tema mais explorado pela escritora foi, sem dúvida, o cotidiano. Embora a poesia tenha sido seu maior foco, Cora também escreveu contos e literatura infantil. Continue lendo

Um livro

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

João Pedro Mésseder em O G é um gato enroscado

JosyAssinatura

Urgentemente

É urgente o amor
É urgente um barco no mar

É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.

É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.

Cai o silêncio nos ombros e a luz
impura, até doer.
É urgente o amor, é urgente
permanecer.

Eugénio de Andrade, em “Até Amanhã”

JosyAssinatura

Cornelia Funke

Boa noite amores e amoras, espero que esteja tudo ótimo com vocês. Depois de algum tempo e já com muitas saudades de vocês, venho lhes trazer um post fresquinho e recheado de curiosidades.

Preparados?

Então…vamos Lá!!!

Quem nos acompanha pelo Skoob deve saber que a leitura da vez é Sangue de Tinta, da maravilhosa autora Cornelia Funke, pois bem, é sobre ela mesma que vamos falar agora.

“Existe algo mais belo neste mundo do que as letras? Sinais mágicos, vozes dos mortos, peças dos mundos maravilhosos, melhores do que este. Elas consolam e espantam a solidão. São guardiãs de segredos, arautos da verdade…” ― Cornelia Funke

Essa maravilhosa autora, nasceu em 1958, em Dorsten, na Alemanha. Escritora e ilustradora de livros infantis e juvenis, recebeu diversos prêmios literários. Com mais de quarenta títulos publicados, é autora, entre outros, do aclamado O senhor dos ladrões, publicado em 2004 pela Cia. das Letras e best-seller na lista do New York Times. Entre os seus maiores sucessos, está também a trilogia Mundo de Tinta, cujo primeiro volume, Coração de tinta, adaptado para o cinema, tornou-se um best-seller mundial, com mais de 4 milhões de exemplares vendidos.

O primeiro volume desta trilogia encantadora, foi adaptada para o cinema em 2008, contando com uma atuação maravilhosa do ator Brendam Fraser.

Faço uma pausa aqui para dar a minha opinião sobre o filme, que achei encantador, apesar de a forma como os fatos ocorrem não ser exatamente como no livro, o filme soube passar a ideia do que é o Mundo de Tinta criado pela autora Cornélia Funke.

Continue lendo

Song on Fire – Nickelback

Olá meus amores e minhas amoras!!!! Espero que esteja tudo bem com todos vocês S2

E vamos lá para mais um post sobre música?

Então, hoje vamos trazer uma novidade da banda de Rock canadense Nickelback. A banda está preparando o lançamento do seu novo álbum “Feed the Machine” seu nono álbum de estúdio e sucessor ao álbum lançado em 2014, “No Fixed Address”.  O novo álbum tem previsão de lançamento para o dia 16 de Junho de 2017

E há alguns dias a banda lançou a musica Song on Fire, sendo a segunda faixa lançada desse novo álbum. A primeira foi lançada no início de fevereiro desse ano e dá nome ao álbum.

Song on Fire contesta o peso de “Feed the Machine”, possui uma melodia de guitarra suave e sombria. Composta pelo vocalista da banca Chad Kroeger, a letra possui partes onde mostra o desespero e o choro de uma pessoa ao escrever letras de músicas. Algumas especulações dizem que a música pode ser sobre a separação de Chad com sua ex-esposa Avril Lavigne.

Vamos curtir abaixo esse novo som? Deixem seus comentários sobre o que acharam desse lançamento :)

Música: Song on Fire
Artista/ Banda:
Nickelback
Compositor:
Chad Kroeger
Álbum: Feed the Machine
Lançamento: 2017
Gravadora:JosyAssinatura BMG

Ponto de Impacto

Às vésperas da eleição presidencial norte-americana, uma incrível descoberta da NASA pode mudar todo o cenário político. A agência espacial encontra um enorme meteorito enterrado na geleira Milne, no alto Ártico, contendo fósseis – uma prova irrefutável da existência de vida extraterrestre.

“Gabrielle Ashe, olhou para Marjorie através do vidro e sentiu um profundo incômodo.  Aquela mulher era uma víbora astuta, e sua presença era totalmente inesperada. ” – Ponto de Impacto

A extraordinária revelação é feita exatamente quando a NASA se torna uma questão central na disputa pela presidência. O candidato à reeleição, o presidente Zachary Herney, vem perdendo pontos com os ataques de seu oponente, o senador Sedgewick Sexton, à ineficiência e aos gastos excessivos da agência espacial.

Para evitar especulações sobre a autenticidade do meteorito, a Casa Branca convoca Rachel Sexton, analista do NRO – o Escritório Nacional de Reconhecimento, importante organização da comunidade de inteligência americana – e filha do adversário do presidente, para verificar os dados levantados pela NASA. Além dela, quatro renomados cientistas são enviados para o Ártico, entre eles o oceanógrafo e apresentador de TV Michael Tolland.

Continue lendo

– Harry Potter e a Câmara Secreta –

Boa noite amores e amoras,

Como faz algum tempo que não trago um trecho dos meus mais preferidos livros, ai vai o trecho de um dos livros que mais amo em toda essa vida.

— Então eu deveria estar na Sonserina — disse, olhando desesperado para Dumbledore. — O Chapéu Seletor viu poderes de Slytherin em mim, e… — Pôs você na Grifinória — completou Dumbledore, serenamente.

— Ouça, Harry. Por acaso você tem muitas das qualidades que Salazar Slytherin prezava nos alunos que selecionava. O seu dom raro de falar a língua das cobras, criatividade, determinação, um certo desprezo pelas regras — acrescentou, os bigodes tremendo outra vez. — Contudo, o Chapéu Seletor colocou você na Grifinória. E você sabe o porquê. Pense.

— Ele só me pôs na Grifinória — disse Harry com voz de derrota — porque pedi para não ir para a Sonserina…

— Exatamente — disse Dumbledore, abrindo um grande sorriso. — O que o faz muito diferente de Tom Riddle.

“São as nossas escolhas, Harry que revelam o que realmente somos, muito mais do que as nossas qualidades.”

— Harry ficou sentado na poltrona, atordoado. — Se quiser uma prova, Harry, de que pertence à Grifinória, sugiro que olhe para isto com maior atenção.

Dumbledore esticou o braço para a escrivaninha da Profª. McGonagall, apanhou a espada de prata suja de sangue e entregou-a a Harry. Embotado, Harry revirou-a, os rubis rutilaram à luz da lareira. E então viu o nome gravado logo abaixo da bainha. Godrico Gryffindor. — Somente um verdadeiro membro da Grifinória poderia ter tirado isto do chapéu, Harry — concluiu Dumbledore com simplicidade. Durante um minuto nenhum dos dois falou. Depois Dumbledore abriu uma gaveta da escrivaninha da Profª. McGonagall e tirou uma pena e um tinteiro. — O que você precisa, Harry, é de comida e de um bom sono. Sugiro que desça para a festa enquanto escrevo a Azkaban, precisamos ter o nosso guardacaça de volta.

E preciso preparar o anúncio para o Profeta Diário, também — acrescentou pensativo. — Vamos ter que contratar um novo professor de Defesa Contra as Artes das Trevas… Ai, ai, parece que gastamos esses professores muito depressa, não é mesmo? Harry se levantou e saiu em direção à porta. Tinha acabado de levar a mão à maçaneta, quando a porta se abriu com tanta violência que bateu na parede e voltou. – Harry Potter e a Câmara Secreta

Trechos especiais do Livro Harry Potter e a Câmara Secreta – J.K. Rowling

Se interessou!!!

Submarino: http://compre.vc/v2/0becb4be

Americanas: http://acesse.vc/v2/80975f46

JoiceAssinatura

Canção de Outono

Perdoa-me, folha seca,
não posso cuidar de ti.
Vim para amar neste mundo,
e até do amor me perdi.

De que serviu tecer flores
pelas areias do chão,
se havia gente dormindo
sobre o próprio coração?

E não pude levantá-la!
Choro pelo que não fiz.
E pela minha fraqueza
é que sou triste e infeliz.
Perdoa-me, folha seca!
Meus olhos sem força estão
velando e rogando àqueles
que não se levantarão…

Tu és a folha de outono
voante pelo jardim.
Deixo-te a minha saudade
– a melhor parte de mim.
Certa de que tudo é vão.
Que tudo é menos que o vento,
menos que as folhas do chão…

Cecília Meireles

JosyAssinatura