O Tempo – Mario Quintana

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa.
Quando se vê, já são seis horas!
Quando de vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal…
Quando se vê, já terminou o ano…
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
Agora é tarde demais para ser reprovado…
Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.
Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas…
Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo…
E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.
Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.
A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mario Quintana

JosyAssinatura

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban – Versão Illustrada

Harry Potter já é perfeito, ilustrado então, não tem como não amar. Então para todos, que assim como eu, estavam ansiosos por essa notícia:

“A Versão ilustrada, e em português, de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban, será lançada em Abril/2018.”

Segundo informações retiradas do site “https://potterish.com” a Editora Rocco informou que a versão Ilustrada de Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban chegará às livrarias do Brasil em 2 de Abril de 2018. Essa novidade é de aquecer o coração, não é mesmo? Principalmente para nós amantes de Harry Potter.

Veja algumas imagens das ilustrações que você encontrará nesta linda edição:

“Juntamente com Rony e Hermione, seus melhores amigos, Harry Potter está no terceiro ano na Escola de Magia e Bruxaria  de Hogwarts. Os assustadores guardas da prisão de Azkaban foram chamados para vigiar as entradas da escola, pois um perigoso assassino está foragido e tudo indica que o seu alvo é o Herdeiro de Lilian e Tiago Potter. O que acontecerá com Harry diante dessa ameaça?”

“Em Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban o leitor estará mais uma vez mergulhado no mundo magico de Hogwarts, só que dessa vez Illustrada e cheia de detalhes, e participando de aventuras repletas de imaginação, humor e emoções que repetem o encantamento proporcionado pelos outros livros.”

Está preparado para todo esse encanto? Eu não sei se meu coração aguenta!!! Principalmente essa ansiedade pela chegada do dia 02 de Abril.

Vamos aguardar juntos?

Qualquer novidade volto aqui correndo para contar para vocês.

 

 

JoiceAssinatura

 

 

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Inventei você?

Alex está no último ano do ensino médio e trava uma batalha diária para diferenciar realidade de ilusão. Armada com uma atitude implacável, sua máquina fotográfica, uma bola 8 mágica e sua única aliada  – a irmã mais nova – ela declara uma guerra contra sua esquizofrenia, e pretende vencer. Determinada a se manter sã o suficiente para terminar o colegial e entrar na faculdade.

E Alex está bem otimista com suas chances, até se deparar com Miles. Será mesmo aquele garoto de olhos azuis, com quem ela compartilhou um momento marcante no passado? Mas, aquele garoto, não tinha sido produto de sua imaginação?

Antes que possa perceber, Alex está fazendo amigos, indo a festas, se apaixonando e experimentando todos os ritos de passagem tipicamente adolescentes. O problema é que ela talvez não esteja preparada para ser tão normal assim.

Visão da Blogueira: Um livro fascinante e provocativo, extremamente intrigante, Inventei você?, vem com uma premissa diferente. Descreve a luta que Alex, uma adolescente com um quadro de esquizofrenia, trava para se adaptar a sociedade preconceituosa e nada informada do colégio East Shoal.

“Eu me afastei de costas, puxando uma mecha de cabelo. Já tinha visto comentários sobre essas coisas. Bullyng, brutalidade na escola. Eles não raspariam minha cabeça, raspariam? Mas havia tanta gente, todo mundo assistindo, esperando. Os homens de terno no telhado não faziam nada, bela segurança escolar”. (Inventei você? – pág. 53)

Apesar de tratar-se de um assunto, muitas vezes visto com um certo tabu, este livro é engraçado e divertido. O leitor se apaixona logo nas primeiras páginas por Alex, e passa a enxergar o mundo da forma que ela enxerga. O que mais surpreende, é compreendermos que na maioria das vezes ela passa por dúvidas e incertezas como qualquer outro ser humano.

Sabe quando um livro de pega de tal forma, que você quer a todo momento falar sobre ele com alguém? Pois bem, este livro é assim. Ele te faz rir e chorar, refletir sobre o quanto nos preocupamos em ficar sempre procurando o que é real, quando na verdade precisamos encontrar apenas o que nos faz feliz.

“A Definição de insanidade de Einstein, é fazer a mesma coisa repetidas vezes e esperar resultados diferentes. ” – (pág. 65)

 

Autor do Livro: Francesca Zappla

Editora: Verus  – Gênero: Ficção – Ano: 2017 – Páginas: 346

Classificação: 

JoiceAssinatura

 

 

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Organiza o Natal – Carlos Drummond de Andrade

Alguém observou que cada vez mais o ano se compõe de 10 meses; imperfeitamente embora, o resto é Natal. É possível que, com o tempo, essa divisão se inverta: 10 meses de Natal e 2 meses de ano vulgarmente dito. E não parece absurdo imaginar que, pelo desenvolvimento da linha, e pela melhoria do homem, o ano inteiro se converta em Natal, abolindo-se a era civil, com suas obrigações enfadonhas ou malignas. Será bom.

Então nos amaremos e nos desejaremos felicidades ininterruptamente, de manhã à noite, de uma rua a outra, de continente a continente, de cortina de ferro à cortina de nylon — sem cortinas. Governo e oposição, neutros, super e subdesenvolvidos, marcianos, bichos, plantas entrarão em regime de fraternidade. Os objetos se impregnarão de espírito natalino, e veremos o desenho animado, reino da crueldade, transposto para o reino do amor: a máquina de lavar roupa abraçada ao flamboyant, núpcias da flauta e do ovo, a betoneira com o sagüi ou com o vestido de baile. E o supra-realismo, justificado espiritualmente, será uma chave para o mundo.

Completado o ciclo histórico, os bens serão repartidos por si mesmos entre nossos irmãos, isto é, com todos os viventes e elementos da terra, água, ar e alma. Não haverá mais cartas de cobrança, de descompostura nem de suicídio. O correio só transportará correspondência gentil, de preferência postais de Chagall, em que noivos e burrinhos circulam na atmosfera, pastando flores; toda pintura, inclusive o borrão, estará a serviço do entendimento afetuoso. A crítica de arte se dissolverá jovialmente, a menos que prefira tomar a forma de um sininho cristalino, a badalar sem erudição nem pretensão, celebrando o Advento.

A poesia escrita se identificará com o perfume das moitas antes do amanhecer, despojando-se do uso do som. Para que livros? perguntará um anjo e, sorrindo, mostrará a terra impressa com as tintas do sol e das galáxias, aberta à maneira de um livro.

A música permanecerá a mesma, tal qual Palestrina e Mozart a deixaram; equívocos e divertimentos musicais serão arquivados, sem humilhação para ninguém.

Com economia para os povos desaparecerão suavemente classes armadas e semi-armadas, repartições arrecadadoras, polícia e fiscais de toda espécie. Uma palavra será descoberta no dicionário: paz.

O trabalho deixará de ser imposição para constituir o sentido natural da vida, sob a jurisdição desses incansáveis trabalhadores, que são os lírios do campo. Salário de cada um: a alegria que tiver merecido. Nem juntas de conciliação nem tribunais de justiça, pois tudo estará conciliado na ordem do amor.

Todo mundo se rirá do dinheiro e das arcas que o guardavam, e que passarão a depósito de doces, para visitas. Haverá dois jardins para cada habitante, um exterior, outro interior, comunicando-se por um atalho invisível.

A morte não será procurada nem esquivada, e o homem compreenderá a existência da noite, como já compreendera a da manhã.

O mundo será administrado exclusivamente pelas crianças, e elas farão o que bem entenderem das restantes instituições caducas, a Universidade inclusive.

E será Natal para sempre.

Ah! Seria ótimo se os sonhos do poeta se transformassem em realidade.

Texto extraído do livro “Cadeira de Balanço”, Livraria José Olympio Editora – Rio de Janeiro, 1972, pág. 52.

JosyAssinatura

 

Os Instrumentos Mortais – Cidade dos Ossos

— Havia uma vez um menino — Jace começou.
Clary interrompeu imediatamente.
— Um menino Caçador de Sombras?
— É claro.
Por um momento, um pouco de divertimento coloriu sua voz. Mas logo tinha ido embora.
— Quando o menino tinha seis anos, seu pai lhe deu um falcão para treinar. “Falcões são aves de rapina – matam aves”, seu pai lhe disse, “como um Caçador de Sombras no céu.” O falcão não gostava do menino, e o menino não gostava dele, também. Seu bico afiado o fazia ficar nervoso, e seus olhos brilhantes sempre pareciam estar observando-o. O animal podia cortá-lo com o bico e as garras quando se aproximava: Por semanas seus pulsos e mãos estavam sempre sangrando. Ele não sabia, mas seu pai tinha selecionado um falcão que tinha vivido na selva mais de um ano, e, portanto, era quase impossível de domar. Porém, o garoto tentou, porque seu pai tinha dito a ele para fazer o falcão ser obediente, e ele queria agradar a seu pai.
“Ele ficou com o falcão constantemente, mantendo-o acordado, falando com ele e até mesmo tocando música para ele, porque um pássaro cansado é mais fácil de domar. Ele usava todo o equipamento: a cinta das pernas, o capuz para vedar os olhos, o cabo, a trela que limitavam o pássaro ao seu pulso. Ele estava mantendo o falcão cego, mas não podia continuar a fazer isso. Em vez disso, ele tentou se sentar onde a ave pudesse vê-lo enquanto ele tocava e alisava suas asas, disposto a confiar nele. Ele alimentava a ave na mão, e de primeira ela não quis comer. Mais tarde ela comeu tão selvagemente que o seu bico cortou a pele da sua palma. Mas o menino estava satisfeito, porque eram progressos, e porque ele queria que a ave o conhecesse, mesmo que a ave tivesse que consumir o seu sangue para que isso acontecesse.
“Ele começou a perceber que aquele falcão era bonito, que as asas finas eram construídas para a velocidade de voo, que era forte e rápido, feroz e suave. Quando mergulhava no chão, era como se movesse como a luz. Quando ele aprendeu a circular e voltar ao seu pulso, o garoto quase gritou com alegria.
“Às vezes o pássaro pulava para o seu ombro e colocava o seu bico no seu cabelo. Ele sabia que a falcão o amava, e quando estava certo de que não fora apenas domesticado, mas perfeitamente domesticado, ele foi até seu pai e lhe mostrou o que tinha feito, esperando que ele se mostrasse orgulhoso.
“Em vez disso o seu pai pegou o pássaro, agora manso e de confiança, nas suas mãos e quebrou o seu pescoço. “Eu lhe disse para torná-lo obediente”, seu pai disse, e largou o corpo sem vida do falcão no chão. “Ao invés disso, você o ensinou a te amar. Falcões não devem ser carinhosos animais de estimação: eles são ferozes e violentos, selvagens e cruéis. Este pássaro não foi domado; ele foi arruinado.”
“Mais tarde, quando seu pai o deixou, o garoto chorou em cima do seu animal, até que eventualmente seu pai enviou um empregado para pegar o corpo da ave e enterrá-la. O menino nunca chorou novamente, e nunca esqueceu do que aprendeu: amar é destruir, e ser amado é ser destruído.

Cassandra Clare – livro “Cidade dos Ossos”

JoiceAssinatura

 

 

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O Diário de Anne Frank

Título: O Diário de Anne Frank

Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929. Ela morreu aprisionada no campo de concentração Bergen-Belsen, três meses antes de completar 16 anos. Otto H. Frank (Pai de Anne) foi o único membro da família que sobreviveu ao Holocausto. E morreu em 1980.

Anne Frank escreveu um diário entre 12 de Junho de 1942 à 1º de Agosto de 1944. A princípio guardava-o para si mesma. Até que, certo dia, de 1944, Garret Bolkestein, membro do governo Holandês no exílio, declarou em transmissão radiofônica que, depois que a guerra terminasse, esperava recolher testemunhos oculares do sofrimento do povo Holandês sob ocupação Alemã e que estes pudessem ser postos à disposição do público. Referiu-se especificamente a cartas e diários.

Otto Frank foi quem se dedicou a levar a mensagem do diário da filha às pessoas do mundo todo.

Nota da Blogueira: Meu amigo leitor, é bom lembrar que ao ler as palavras escritas por Anne, vivi intensamente um pouco mais do que foi ser Judeu naquela época, e me compadeci do sofrimento deles, sentindo que hoje, temos tudo nas mãos e mesmo assim estamos em busca de algo maior.

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O Morro dos Ventos Uivantes

Esta é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e geniosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de “Amor e ódio”, paixão e também perversidade, criando assim um laço de relacionamento muito forte, o que não se sabe é se é o Amor ou o ódio que os mantém unidos. Nada destruirá a essência desse laço – porém quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

Nota da Blogueira: Meu amigo leitor, devo lhe informar que você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: esta viagem valerá cada segundo do seu tempo.

 “E o que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão, pois seus traços estão impressos nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore…enchendo o ar à noite, e vislumbrada em cada objeto de dia…estou cercado pela sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, meus próprios traços, debocham de mim com alguma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de recordações de que ela existiu, e de que eu a perdi! ” – (Heathcliff sobre Catharine)

Visão da Blogueira: Com um olhar sensível e agudo, Emily Brontë fez de “O morro dos ventos uivantes” além de um clássico da literatura estrangeira, um retrato comovente e um estudo da degradação humana provocada pelas armadilhas do destino em consequência de um grande amor.

Mas não se engane, apesar de essa história se tratar de um amor, que chega a ser mais forte que a separação da morte, em “O Morro dos Ventos Uivantes” é voltado principalmente para vinganças e rancores. Realmente uma história mórbida, mas Emily Bronte conseguiu trabalhar a narrativa de forma a nos prender do começo ao fim, e ainda, a nos fazer torcer por esse amor que, de certa forma, não deveria de forma nenhuma acontecer.

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O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bronte)

Meus maiores sofrimentos neste mundo tem sido os sofrimentos de Heathcliff. Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria existindo. Se tudo ficasse e ele fosse aniquilado, eu ficaria sozinha em um mundo estranho, incapaz de ter parte nele. Meu amor por Linton é como a folhagem da relva; o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores.

“Meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam no chão. “

Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim mesma – mas como meu próprio ser.

 

Catherine Earnshaw sobre Heathcliff

 

JoiceAssinatura

 

Cora Coralina

Olá meus amores e minhas amoras!!! Tudo bem com vocês???

Ontem, dia 20 de agosto, foi comemorado o 128º aniversário de Cora Coralina e por isso resolvemos falar um porquinho dessa escritora brasileira tão importante para nós.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina, foi uma poetisa e contista brasileira contemporânea. Escritora das coisas simples, ela foi e é considerada uma das mais importantes do país.
Nasceu em 20 de agosto de 1889 em Goiás, Goiânia. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Com apenas um mês de vida seu pai veio a falecer. Cursou apenas até a terceira série do primário na Escola da Mestre Silvina e em 1900, mudou-se com sua família para a cidade de Mossâmedes.

Foi na adolescência que Ana começou a escrever e a participar de ciclos literários. Com dezenove anos, criou o jornal de poemas femininos “A Rosa”, ao lado de suas amigas: Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana.  Em 1910, foi publicado o seu conto “Tragédia na Roça” no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, usando o pseudônimo de Cora Coralina.

Em 1911, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas e passaram a viver no estado de São Paulo, casaram-se em 1925 e tiveram seis filhos, sendo que dois deles morreram. Viveram em várias cidades do interior paulista até 1934, quando Cantídio faleceu. Após isso, Cora Coralina e seus filhos mudaram-se para São Paulo. Ela colaborou no Jornal O Estado de São Paulo e trabalhou como vendedora na Livraria José Olympio. Em 1938 voltou para o estado de Goiás, em Penápolis, e abriu uma Casa de Retalhos.

Lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado o livro “Meu Livro de Cordel” pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980. O tema mais explorado pela escritora foi, sem dúvida, o cotidiano. Embora a poesia tenha sido seu maior foco, Cora também escreveu contos e literatura infantil. Continue lendo

Um livro – João Pedro Mésseder

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

João Pedro Mésseder em O G é um gato enroscado

JosyAssinatura