Mais Bonito Não Há – Tiago Iorc part. Milton Nascimento

Olá meus amores e minhas amoras!!!!

Hoje vamos falar da união de dois mitos da música brasileira, um que já está há muito tempo na caminhada, e outro que é bem mais recente mas já é muito importante e tem muito destaque na nossa MPB.

Sou suspeita a falar pois sou fã dos dois, mas na minha opinião essa união é pra lá de perfeita.

Em março desse ano, Tiago Iorc foi para Juiz de Fora, cidade onde mora atualmente Milton Nascimento, a chamado do próprio Milton, seu ídolo e fã, que queria conhecê-lo de perto. Tiago passou quatro dias na casa de Milton e depois continuaram a se encontrar até que resolveram fazer uma parceria que originou a canção “Mais Bonito Não Há”. A canção foi gravada pelos dois em agosto e foi lançada no dia 13 Outubro deste ano, mês em que Milton comemora 75 anos.

A música é uma composição dos dois e tem produção de Iorc. A gravação foi feita no estúdio carioca Toca do Bandido e a Orquestra Filarmônica da Cidade de Praga também tocou com eles.

“Ser amor pra quem anseia
Solidão de casa cheia
Dar a voz que incendeia
Ter um bom motivo para acreditar
Mais bonito não há
Pode acreditar
Mais bonito não há”
Trecho da música “Mais Bonito Não há”

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O Diário de Anne Frank

Título: O Diário de Anne Frank

Anne Frank nasceu em 12 de Junho de 1929. Ela morreu aprisionada no campo de concentração Bergen-Belsen, três meses antes de completar 16 anos. Otto H. Frank (Pai de Anne) foi o único membro da família que sobreviveu ao Holocausto. E morreu em 1980.

Anne Frank escreveu um diário entre 12 de Junho de 1942 à 1º de Agosto de 1944. A princípio guardava-o para si mesma. Até que, certo dia, de 1944, Garret Bolkestein, membro do governo Holandês no exílio, declarou em transmissão radiofônica que, depois que a guerra terminasse, esperava recolher testemunhos oculares do sofrimento do povo Holandês sob ocupação Alemã e que estes pudessem ser postos à disposição do público. Referiu-se especificamente a cartas e diários.

Otto Frank foi quem se dedicou a levar a mensagem do diário da filha às pessoas do mundo todo.

Nota da Blogueira: Meu amigo leitor, é bom lembrar que ao ler as palavras escritas por Anne, vivi intensamente um pouco mais do que foi ser Judeu naquela época, e me compadeci do sofrimento deles, sentindo que hoje, temos tudo nas mãos e mesmo assim estamos em busca de algo maior.

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O Morro dos Ventos Uivantes

Esta é uma história de amor e obsessão. E de purgação, crueza, devastação. No centro dos acontecimentos estão a voluntariosa e geniosa Catherine Earnshaw e seu irmão adotivo Heathcliff. Rude nos modos e afetos, humilhado e rejeitado, ele aprende a odiar; mas com Catherine desenvolve uma relação de “Amor e ódio”, paixão e também perversidade, criando assim um laço de relacionamento muito forte, o que não se sabe é se é o Amor ou o ódio que os mantém unidos. Nada destruirá a essência desse laço – porém quando ela se casa com outro homem, por convenções sociais, as consequências são irreparáveis para todos em volta.

Nota da Blogueira: Meu amigo leitor, devo lhe informar que você está prestes a adentrar o inferno. Mas não hesite: esta viagem valerá cada segundo do seu tempo.

 “E o que não me faz recordá-la? Não posso olhar para este chão, pois seus traços estão impressos nas lajes! Em cada nuvem, em cada árvore…enchendo o ar à noite, e vislumbrada em cada objeto de dia…estou cercado pela sua imagem! Os rostos mais comuns de homens e mulheres, meus próprios traços, debocham de mim com alguma semelhança. O mundo inteiro é uma terrível coleção de recordações de que ela existiu, e de que eu a perdi! ” – (Heathcliff sobre Catharine)

Visão da Blogueira: Com um olhar sensível e agudo, Emily Brontë fez de “O morro dos ventos uivantes” além de um clássico da literatura estrangeira, um retrato comovente e um estudo da degradação humana provocada pelas armadilhas do destino em consequência de um grande amor.

Mas não se engane, apesar de essa história se tratar de um amor, que chega a ser mais forte que a separação da morte, em “O Morro dos Ventos Uivantes” é voltado principalmente para vinganças e rancores. Realmente uma história mórbida, mas Emily Bronte conseguiu trabalhar a narrativa de forma a nos prender do começo ao fim, e ainda, a nos fazer torcer por esse amor que, de certa forma, não deveria de forma nenhuma acontecer.

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Vento Ventania – Biquini Cavadão

Olá meus amores e minhas amoras, tudo certinho com vocês?

Muitos ventos por ai? Pois é, estamos no finalzinho do mês de agosto, conhecido como o mês dos ventos. Como no mês de agosto o inverno já esta no seu finalzinho há muitas rajadas de ventos, ventos de renovação pois com ele são levadas as ultimas folhas secas das árvores para que deem lugares às folhas novas. Sempre penso que o mês de agosto é o mês da transformação. Eu nasci em agosto, e sempre se inicia um novo ciclo em agosto pra mim. Vejo as árvores começando a renascer depois da devastação que o outono e o inverno trouxe. Ah Agosto, obrigada por nos renovar.

E falando em agosto e em ventos, hoje trouxe para vocês uma música que fala muito sobre os ventos, Vento Ventania é um dos maiores sucessos da banda de rock nacional Biquini Cavadão. Quem nunca sentiu uma sensação gostosa de liberdade ao ouvir essa música?

Escrita por Birita, Gouveia, Flores, Sheik, Coelho, integrantes da banda na época,  e pelo músico, compositor e produtor musical Carlos Beni, Vento Ventania se tornou o maior sucesso do disco intitulado Descivilização, lançado em 1991. A música foi incluída na trilha sonora da novela global Deus Nos Acuda, de 1992.

“Vento, ventania
Me leve sem destino
Quero juntar-me a você
E carregar
Os balões pro mar
Quero enrolar
As pipas nos fios
Mandar meus beijos
Pelo ar…” Trecho da música Vento Ventania

Coloquei duas versões dela para vocês conferirem, uma original e outra sendo uma regravação do próprio Biquini Cavadão para o album Biquini Cavadão Ao Vivo – Me Leve Sem Destino lançado em 2014.

Música: Vento Ventania
Artista/ Banda:
Biquini Cavadão
Compositores:
Birita, Gouveia, Flores, Sheik, Coelho, Beni
Álbum: Descivilização
Lançamento: 1991
Gravadora:JosyAssinatura Polygram

O Morro dos Ventos Uivantes (Emily Bronte)

Meus maiores sofrimentos neste mundo tem sido os sofrimentos de Heathcliff. Se tudo mais desaparecesse e ele ficasse, eu continuaria existindo. Se tudo ficasse e ele fosse aniquilado, eu ficaria sozinha em um mundo estranho, incapaz de ter parte nele. Meu amor por Linton é como a folhagem da relva; o tempo há de mudá-lo como o inverno muda as árvores.

“Meu amor por Heathcliff é como as rochas eternas que ficam no chão. “

Nelly, eu sou Heathcliff. Sempre, sempre o tenho no meu pensamento. Não como um prazer – porque eu também não sou um prazer para mim mesma – mas como meu próprio ser.

 

Catherine Earnshaw sobre Heathcliff

 

JoiceAssinatura

 

Cora Coralina

Olá meus amores e minhas amoras!!! Tudo bem com vocês???

Ontem, dia 20 de agosto, foi comemorado o 128º aniversário de Cora Coralina e por isso resolvemos falar um porquinho dessa escritora brasileira tão importante para nós.

Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, que adotou o pseudônimo de Cora Coralina, foi uma poetisa e contista brasileira contemporânea. Escritora das coisas simples, ela foi e é considerada uma das mais importantes do país.
Nasceu em 20 de agosto de 1889 em Goiás, Goiânia. Era filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto e de Jacyntha Luiza do Couto Brandão. Com apenas um mês de vida seu pai veio a falecer. Cursou apenas até a terceira série do primário na Escola da Mestre Silvina e em 1900, mudou-se com sua família para a cidade de Mossâmedes.

Foi na adolescência que Ana começou a escrever e a participar de ciclos literários. Com dezenove anos, criou o jornal de poemas femininos “A Rosa”, ao lado de suas amigas: Leodegária de Jesus, Rosa Godinho e Alice Santana.  Em 1910, foi publicado o seu conto “Tragédia na Roça” no “Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás”, usando o pseudônimo de Cora Coralina.

Em 1911, fugiu com o advogado divorciado Cantídio Tolentino Bretas e passaram a viver no estado de São Paulo, casaram-se em 1925 e tiveram seis filhos, sendo que dois deles morreram. Viveram em várias cidades do interior paulista até 1934, quando Cantídio faleceu. Após isso, Cora Coralina e seus filhos mudaram-se para São Paulo. Ela colaborou no Jornal O Estado de São Paulo e trabalhou como vendedora na Livraria José Olympio. Em 1938 voltou para o estado de Goiás, em Penápolis, e abriu uma Casa de Retalhos.

Lançou seu primeiro livro, em 1965, quando tinha 76 anos, “O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais”. Em 1976, é lançado o livro “Meu Livro de Cordel” pela editora Goiana. Mas o interesse do grande público é despertado graças aos elogios do poeta Carlos Drummond de Andrade, em 1980. O tema mais explorado pela escritora foi, sem dúvida, o cotidiano. Embora a poesia tenha sido seu maior foco, Cora também escreveu contos e literatura infantil. Continue lendo

Era Uma Vez – Kell Smith

“Porque um joelho ralado dói bem menos que um coração partido.” É com essa frase que começamos nosso post de hoje. Uma das frases mais lindas dessa música que possui uma letra que dá vontade de ficar ouvindo o dia todo.

Ela fala o que a maioria das pessoas sentem, aquela vontade de voltar a ser criança. Aquela época de nossa vida onde tudo era bom, inocente, mágico. Esses dias, conversando sobre isso me disseram que não devemos  pensar que antes era melhor, pois quando pensamos assim deixamos de ver as coisas boas que estamos vivendo no presente. E isso não deixa de ser verdade, mas que uma das melhores fases da vida de uma pessoa é a infância isso é verdade.

A música Era Uma Vez, foi escrita e gravada pela cantora Kell Smith. Segundo a cantora  a música surgiu de uma conversa em casa com sua equipe de trabalho. Kell mencionou que a música era para ser sobre saudades, mas como na conversa todo mundo falou sobre a saudade da infância e de como era bom antes de ter crescido, surgiu a música “Era uma vez.  A musica fará parte de seu primeiro CD que será lançado em breve.

A cantora está no início de sua carreira, e teve como maior influência a cantora Elis Regina. Seu primeiro trabalho foi a música “Respeita as Minas” que foi divulgado no Dia Internacional da Mulher desse ano e ganhou destaque pela mistura criativa de MPB com passagens de hip-hop. Kell é uma artista versátil e completa.

E você? Está curtindo Kell Smith? Conte pra gente :)

Música: Era Uma Vez
Artista/ Banda:
Kell Smith
Compositora: Kell Smith

Lançamento: 2017JosyAssinatura

Um livro – João Pedro Mésseder

Levou-me um livro em viagem
não sei por onde é que andei
Corri o Alasca, o deserto
andei com o sultão no Brunei?
P’ra falar verdade, não sei

Com um livro cruzei o mar,
não sei com quem naveguei.
Com marinheiros, corsários,
tremendo de febres e medo?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me p’ra longe
não sei por onde é que andei.
Por cidades devastadas
no meio da fome e da guerra?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro levou-me com ele
até ao coração de alguém
E aí me enamorei –
de uns olhos ou de uns cabelos?
P’ra falar verdade não sei.

Um livro num passe de mágica
tocou-me com o seu feitiço:
Deu-me a paz e deu-me a guerra,
mostrou-me as faces do homem
– porque um livro é tudo isso.

Levou-me um livro com ele
pelo mundo a passear
Não me perdi nem me achei
– porque um livro é afinal…
um pouco da vida, bem sei.

João Pedro Mésseder em O G é um gato enroscado

JosyAssinatura

Rockabye – Clean Bandit feat. Sean Paul e Anne-Marie

Olá meus amores e minhas amoras!!!! Esperamos que esteja tudo bem com vocês :)

Para animar o fim de semana trouxemos para vocês uma indicação de música que, cá pra nós, não tem como ouvir sem dar uma “mexidinha nas cadeiras”.

Rockabye é uma música do grupo britânico de música eletrônica Clean Bandit, fundado no ano de 2009 em Cambridge, Inglaterra, Reino Unido. O grupo é composto por Grace Chatto, Jack Patterson e Luke Patterson. Também fazia parte do grupo o violinista Neil Amin-Smith, mas em 19 de outubro de 2016 anunciou a sua saída da banda. O trabalho do grupo Clean Bandit tem sido descrito como uma “fusão”, misturando música eletrônica com elementos clássicos e deep house.

A canção foi lançada em 21 de outubro de 2016 gravada com o cantor jamaicano Sean Paul e a cantora britânica Anne-Marie e composta pelo membro da banda Jack Patterson junto com Ina Wroldsen, que escreveu a letra sobre o filho dela.

Foi o primeiro lançamento da banda após a saída de Neil, e fala sobre as dificuldades que mães solteiras enfrentam ao criar seus filhos. A canção tornou-se a número um do Natal no Reino Unido em 2016. E não foi só no Reino Unido que a música fez sucesso, ela ficou no topo das paradas em mais de 20 países.

Possui um ritmo gostoso e contagiante, essa música é daquelas que a gente coloca no “repeat” e não tira mais.

Nós amamos Rockabye, e você?

Música: Rockabye
Artista/ Banda:
Clean Bandit, Sean Paul e Anne-Marie
Compositores:
Jack Patterson e Ina Wroldsen
Lançamento: 2016JosyAssinatura

Humberto Gessinger

Olá meus amores!!!
Espero que esteja tudo bem com vocês!!!!

No mês passado, dia 26/05/2017, fomos a um show incrível. O show do Humberto Gessinger que aconteceu em São Carlos/SP. Não costumamos colocar coisas do nosso dia a dia no blog, apenas assuntos voltados para a música, livros e coisas assim. Mas como isso tem tudo a ver com música, não podíamos deixar passar.

O Humberto é um artista espetacular e deixou isso bem claro em toda sua carreira, e nesse show pude ver de perto tudo isso. Ele é um músico completo: cantor, compositor, multi-instrumentista e ainda é escritor, enfim, não há o que dizer de negativo desse artista versátil. O Show foi perfeito, ele tocou na íntegra o seu album de 1987, A Revolta dos Dandis, e vários outros sucessos. É um show comemorativo dos 30 anos desse álbum, e também conta com lançamento de seu novo compacto Desde Aquele Dia, do qual já falamos aqui no blog.

Por tudo isso e muito mais, resolvi falar um pouquinho sobre o Humberto que nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, no dia 24 de dezembro de 1963,  (três dias após o nascimento do meu pai, interessante não? Eu amei saber disso…). Cursou a Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, mas não terminou o curso.

Em 1984, junto com os amigos da faculdade, formou a banda de rock Engenheiros do Hawaii que em 1986 a banda lançou seu primeiro álbum, “Longe Demais das Capitais”. A banda fez grande sucesso nos anos 80 e 90. Em 2008, o grupo resolver encerrar as atividades.

Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas.”  Trecho da música Dom Quixote do Engenheiros do Hawaii

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